Californing

Podem ver as minhas fotos online.

Sunday, March 11, 2007

Saturday Night

Vinha eu e a Patrícia na Market Street, à meia noite, a falar da segurança da cidade quando um homeless nos aborda. Muito sorridente, acompanha-nos a caminho de casa, a contar charadas...

As primeiras duas charadas passaram-me completamente ao lado, pois estava a tentar perceber o que o homeless queria. Depois lá entendi as duas seguintes:
  • "O que é que está sempre na esquina ( canto) e dá a volta ao mundo?"
  • "O que é que os pobres não têm, os ricos não querem e Deus não teme?"
Não sei se o homeless tinha mais charadas no repertório, mas como nos tinha acompanhado quase um quarteirão... e já estávamos a sorrir às suas charadas, acabou por pedir a sua esmola. Bem, teve sorte... levou um rebuçado que a Patrícia tinha num bolso e 50 cent. que eu tinha no outro.

Já agora, quem acertar nas charadas, também leva uns rebuçados da Patrícia (acertem muito pq ela tem um saco grande e nós não gostamos muito deles.... é para despachar).

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Monday, February 19, 2007

Homelesses

Eu tenho uma teoría para o numero exagerado de possoas malucas e sem abrigo que há em San Francisco. Alguém deve ter andado a fazer experiências biológicas ou químicas com os habitantes desta cidade porque realmente eles não regulam bem.
"Homeless my ass, just want to get high"

Vou tentar criar um post para cada um deles (óptimo seria tirar uma foto!) para voces perceberem o que eu quero dizer. Para começar deixo alguns exemplos:
  • no primeiro dia vimos uma mulher só com uma perna, em cadeira de rodas a descer uma das ruas de San Francisco a alta velocidade pelo passeio, a gritar: "Estou a descer! E mais tarde vou subir!"
  • imaginação também não falta para eles pedirem dinheiro. Vimos um metido dentro de um caixote, com uma janelinha aberta, por onde berrava e fazia gesticulava, tornando-se verbalmente agressivo (algo não muito comum aqui, pois são todos muito simpáticos). Veio um polícia, mandou-lhe um pontapé no caixote, levantou-o e repreendeu-o.
  • ontem entrou um homem no restaurante onde estávamos, apontou para a Patrícia e disse: "Tens uma aranha no ombro, tens uma aranha no ombro". Apanhou a suposta aranha do ombro dela, atirou-a para o chão, calcou-a e foi-se embora, com a mesma cara que usou para entrar.

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